Diagrama unifilar das bacias representadas

O diagrama abaixo representa a distribuição e o ordenamento das bacias hidrográficas conforme a categorização das anomalias de precipitação, pela metodologia proposta entre os dias 9 de setembro e 26 de agosto de 2026

Anomalia de precipitação na Bacia Amazônica

Análise do Diagrama unifilar das bacias representadas

A análise do diagrama unifilar representa a distribuição e o ordenamento das bacias hidrográficas conforme a categorização das anomalias de precipitação para o período entre os dias 28 de julho e 26 de agosto de 2026. Nas nascentes andinas, anomalias negativas de precipitação concentraram-se na bacia do Rio Napo em condição de tendência a extremamente seco e no curso principal do Amazonas em território peruano em tendência a muito seco. A bacia do Ucayali foi categorizadas em condição de chuvoso, enquanto a bacia do Rio Marañon foi categorizada em condição de normalidade. O curso principal do Rio Solimões e a bacias do Rio Coari, Içá e Japurá apresentaram chuvas abaixo da climatologia, em contraste com a bacia do Rio Purus caracterizada em tendência a chuvoso. As bacias dos rios Javari, Juruá, Jutaí e Tefé apresentaram chuvas próximas à climatologia do período. Com anomalias positivas de precipitação a bacia do Rio Beni foi caracterizada em condição de muito chuvoso, Aripuanã e Mamoré em condição de tendência a muito chuvoso, Ji- Paraná em condição de chuvoso e Guaporé caracterizada em condição de tendência a muito chuvoso. Enquanto a bacia do Rio Madeira foi caraterizada em condições de normalidade, os baixos índices pluviométricos climatológicos favorecem o surgimento de anomalias positivas de precipitação. As bacias hidrográficas dos rios Negro e Branco se mantiveram sob anomalias negativas de precipitação, sendo categorizadas em condições de tendência a muito seco e extremamente seco, respectivamente. Na margem esquerda do Rio Amazonas em território brasileiro houve manutenção do predomínio de anomalias negativas de precipitação: as bacias do nordeste do Amazonas e noroeste do Pará foram categorizadas em condição de tendência a extremamente seco e as bacias do nordeste do Pará foram categorizadas em condição de muito seco. Na margem direita, foram caracterizadas com chuvas abaixo da climatologia as bacias do rios Abacaxis (tendência a muito seco), Curuá Una (muito seco), Tapajós (seco) e Xingu (tendência a seco), com acumulados de precipitação entre 5 e 13 mm, alertando para escassez de chuvas nesta região. Por outro lado, as bacias dos rios Juruena e Teles Pires foram caracterizadas em condição de tendência a chuvoso, embora os volumes médios acumulados em 30 dias tenham variado entre 7 e 11 mm. A bacia do Rio Iriri apresentou chuvas próximas à climatologia do período. O curso principal do Amazonas em território brasileiro apresentou chuvas abaixo da climatologia, categorizado em condição de muito seco. Anomalias negativas de precipitação avançam no sentido norte-sul da bacia, indicando a intensificação das condições de seca nos afluentes da margem esquerda da bacia Amazônica desde a cordilheira até a foz do rio junto a ilha do Marajó, neste momento já se percebe o avanço da seca sobre afluentes da margem direita em território brasileiro.