Diagrama unifilar das bacias representadas

O diagrama abaixo representa a distribuição e o ordenamento das bacias hidrográficas conforme a categorização das anomalias de precipitação, pela metodologia proposta entre os dias 8 de julho e 5 de agosto de 2026

Anomalia de precipitação na Bacia Amazônica

Análise do Diagrama unifilar das bacias representadas

A análise do diagrama unifilar representa a distribuição e o ordenamento das bacias hidrográficas conforme a categorização das anomalias de precipitação para o período entre os dias 7 de julho e 5 de agosto de 2026. Nas nascentes andinas, Marañon, Napo, Ucayali e rio Amazonas (PE), anomalias negativas de precipitação concentraram-se na bacia do Rio Napo em condição de tendência a muito seco e no curso principal do Amazonas em território peruano em tendência a seco. As bacias do rios Marañon e Ucayali foram categorizadas em condição de normalidade. O curso principal do Rio Solimões e a bacia do Rio Japurá, em condição de muito seco, apresentaram chuvas abaixo da climatologia, enquanto as bacias dos rios Coari, Içá, Javari, Juruá, Jutaí e Tefé com chuvas um pouco acima da climatologia do período, já a bacia do Rio Purus apresentou chuvas próximas à climatologia do período. O Madeira e seus principais afluentes apresentaram chuvas acima da climatologia: bacia do Rio Aripuanã em condição de muito chuvoso, bacia do Rio Ji-Paraná em condição de tendência a muito chuvoso, bacias dos rios Beni, Madeira e Mamoré classificadas em condição de chuvoso e o Rio Guaporé em condições de tendência a chuvoso. As bacias hidrográficas dos rios Negro e Branco registraram intensificação das anomalias negativas de precipitação em relação ao periodo anterior, sendo categorizadas em condições de tendência a extremamente seco e extremamente seco, respectivamente. Na margem esquerda do Rio Amazonas em território brasileiro houve manutenção do predomínio de anomalias negativas de precipitação: bacias do nordeste do Amazonas e do noroeste do Pará em condição de muito secas enquanto aquelas localizadas no nordeste do Estado do Pará foram categorizadas em condição de tendência a extremamente seca. Na margem direita, as bacias do rios Tapajós, Teles Pires e Xingu registraram anomalias positivas de precipitação, embora importantes para a vegetação os volumes médios acumulados em 30 dias variaram entre 11 e 38 mm na área destas bacias, por outro lado as bacias dos rios Abacaxis e Iriri foram classificadas em tendência a seco e seco, respectivamente, com acumulados de precipitação entre 28 e 34 mm, alertando para escassez de chuvas nesta região. Bacias dos rios Curuá Una e Juruena apresentaram chuvas próximas à climatologia do período. O curso principal do Amazonas em território brasileiro apresentou chuvas abaixo da climatologia, categorizado em condição de seco. Importante notar que as anomalias negativas de precipitação avançam no sentido norte sul da bacia, indicando a intensificação das condições de seca nos afluentes da margem esquerda da bacia Amazonica desde a cordilheira até a foz do rio junto a ilha do Marajó.